Quem importa produtos para vender no Brasil pode se deparar com uma dúvida importante: é necessário criar um novo código de barras para um produto importado ou posso utilizar o código que já vem na embalagem?
A resposta depende de como o produto será comercializado.
Se o produto importado já possui um GTIN válido atribuído pelo fabricante ou proprietário da marca, normalmente esse código pode continuar sendo utilizado no Brasil. A situação pode ser diferente quando você importa um produto sem código de barras, comercializa o item com sua própria marca ou cria uma nova apresentação do produto.
Neste guia, explicamos os principais pontos que importadores e vendedores devem considerar.
Produtos importados precisam de código de barras brasileiro?
Não necessariamente.
Os códigos GTIN fazem parte de um sistema internacional de identificação de produtos. Isso significa que um produto fabricado em outro país pode chegar ao Brasil com um código válido atribuído na origem.
Segundo orientações sobre a NF-e, produtos importados podem utilizar o GTIN de origem.
Portanto, um produto não precisa receber um novo código simplesmente porque foi importado para o Brasil.
Por exemplo, se você importa um produto de uma marca estrangeira que já possui um EAN-13 válido na embalagem, normalmente deve manter esse código ao comercializar exatamente aquele produto.
Posso usar o código de barras que já vem no produto importado?
Em muitos casos, sim.
Se você está revendendo o produto original, sem alterar sua identidade comercial, embalagem ou características relevantes, o código atribuído pelo proprietário da marca geralmente continua identificando aquele item.
Antes de cadastrar o produto em seu sistema ou em um marketplace, é recomendável verificar:
-
se o código está legível;
-
se corresponde exatamente ao produto;
-
se cada variação possui sua própria identificação;
-
se o número possui uma estrutura GTIN válida;
-
se o marketplace ou varejista possui requisitos adicionais.
Isso é especialmente importante porque um código de barras não serve apenas para gerar as barras que serão escaneadas. O número identifica um determinado item comercial.
Para entender melhor os diferentes formatos, consulte Diferença entre GTIN, EAN-13 e UPC.
Quando um produto importado pode precisar de um novo código?
Existem situações em que você não está simplesmente revendendo o produto original.
Uma delas é quando o produto será comercializado com sua própria marca.
Imagine que uma fábrica no exterior produza cosméticos, acessórios ou utensílios para sua empresa. O fabricante envia os produtos sem marca ou com uma embalagem genérica e, no Brasil, você os vende utilizando sua própria marca e apresentação.
Nesse caso, você está criando um item comercial associado à sua marca e pode precisar de códigos próprios para identificar seus produtos.
O mesmo pode ocorrer quando você:
-
importa produtos sem código de barras;
-
vende produtos de fabricação terceirizada com sua própria marca;
-
cria novas embalagens ou apresentações;
-
comercializa kits formados por vários produtos;
-
possui diferentes tamanhos, cores, sabores ou outras variações que precisam ser identificadas separadamente.
Se você não sabe qual formato utilizar, veja também Como Escolher um Código de Barras para Seus Produtos.
Produto importado sem código de barras: o que fazer?
Nem todo produto adquirido no exterior chega com um código de barras de varejo.
Isso é comum, por exemplo, em produtos fabricados sob encomenda, produtos white label, itens artesanais, componentes e mercadorias adquiridas diretamente de determinados fabricantes.
Se você pretende transformar esse produto em um item de varejo identificado individualmente, pode ser necessário atribuir um código adequado antes da comercialização.
O EAN-13 é um dos formatos de código de barras amplamente utilizados para produtos vendidos no varejo brasileiro.
Você pode saber mais em Código EAN-13 para Produtos.
Cada produto importado precisa de um código diferente?
Quando produtos ou variações precisam ser identificados como itens comerciais diferentes, eles devem possuir identificações distintas.
Por exemplo, imagine que você importe uma garrafa térmica em três cores:
-
preta;
-
branca;
-
azul.
Se cada cor for comercializada como uma variação independente, cada uma deve ter sua própria identificação.
O mesmo princípio pode ser aplicado a tamanhos, modelos, capacidades, sabores e outras variações.
Um erro comum é utilizar o mesmo código para vários produtos diferentes apenas porque pertencem à mesma linha.
Para entender esse assunto em detalhes, leia Posso usar o mesmo código de barras em vários produtos?.
E se o fornecedor usar o mesmo código em produtos diferentes?
Essa situação merece atenção.
Um código destinado a identificar um item comercial não deve ser reutilizado indiscriminadamente em produtos diferentes. Se o fornecedor enviou produtos distintos utilizando a mesma identificação, vale confirmar com ele qual código corresponde a cada item antes de cadastrar a mercadoria.
Problemas com identificação podem causar dificuldades no controle de estoque, no cadastro de produtos e na venda por meio de varejistas ou plataformas online.
Veja também Códigos de barras EAN-13 podem ser duplicados? para entender melhor esse problema.
Código de barras e Nota Fiscal Eletrônica
No Brasil, o GTIN também pode aparecer nos campos relacionados ao produto na NF-e e NFC-e.
Quando o produto possui GTIN, as regras fiscais preveem a utilização do código correspondente ao item. Para produtos que não possuem GTIN, a documentação técnica da NF-e prevê a indicação “SEM GTIN” nos campos aplicáveis.
Isso significa que código de barras e obrigações fiscais são assuntos relacionados, mas não são exatamente a mesma coisa.
Além disso, o NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) utilizado para classificação fiscal da mercadoria não deve ser confundido com GTIN ou EAN.
O NCM classifica a mercadoria para fins fiscais e aduaneiros, enquanto o GTIN identifica o item comercial.
Posso vender produtos importados no Mercado Livre, Amazon e Shopee?
Sim, mas cada plataforma pode estabelecer suas próprias regras para determinadas categorias e cadastros.
Ao cadastrar um produto importado, a plataforma pode solicitar informações como:
-
marca;
-
fabricante;
-
modelo;
-
GTIN/EAN;
-
SKU;
-
categoria;
-
características e variações do produto.
Se você revende um produto de uma marca que já possui um GTIN válido, normalmente é importante utilizar a identificação correspondente ao produto original em vez de criar arbitrariamente outro código.
Já produtos de marca própria ou itens que ainda não possuem identificação podem exigir uma abordagem diferente.
Para saber mais sobre vendas online, consulte Como Vender Produtos na Amazon, Mercado Livre e Shopee com Código de Barras.
Você também pode consultar nossos guias específicos sobre Código de Barras para Mercado Livre, Código de Barras para Shopee e Código de Barras para Amazon Brasil.
Importar um produto e colocar minha marca muda o código?
Pode mudar a situação de identificação do produto.
Existe uma diferença importante entre revender uma marca estrangeira e importar um produto para comercializá-lo como produto da sua própria marca.
Se você importa um produto acabado de uma marca internacional e simplesmente o revende, normalmente preserva a identificação existente.
Por outro lado, se um fabricante produz o item para você e ele será vendido com sua marca, embalagem e identidade comercial, você passa a ter um produto diferente do item comercializado pelo fabricante sob outra marca.
Essa distinção é especialmente relevante para empresas que trabalham com:
-
private label;
-
white label;
-
fabricação terceirizada;
-
marca própria;
-
importação direta de fábricas.
Preciso trocar o código se mudar a embalagem?
Nem toda pequena alteração visual significa automaticamente que você precisa trocar a identificação do produto.
Entretanto, alterações que façam com que o produto passe a ser tratado como um item comercial diferente podem exigir uma nova identificação.
Por exemplo, vender uma unidade individual e vender um kit com três unidades são situações diferentes. Da mesma forma, mudanças relevantes de quantidade, tamanho ou apresentação podem criar um novo item comercial.
Por isso, antes de simplesmente reutilizar um código existente, é importante determinar se você continua vendendo o mesmo produto ou se criou uma nova unidade comercial.
O prefixo do código precisa ser 789 ou 790?
Uma dúvida comum é pensar que todo produto vendido no Brasil precisa ter um código começando por 789 ou 790.
Isso não é correto.
Produtos importados podem possuir GTINs atribuídos em outros países e manter esses códigos quando comercializados no Brasil.
O início do número não determina, por si só, onde o produto pode ser vendido e também não deve ser interpretado simplesmente como indicação do país onde ele foi fabricado.
Portanto, não é necessário trocar automaticamente um código estrangeiro por um código iniciado em 789 ou 790 apenas porque o produto será vendido no mercado brasileiro.
Antes de comprar códigos para produtos importados
Antes de adquirir novos códigos, confirme primeiro se seus produtos já possuem uma identificação válida.
Se estiver revendendo produtos de uma marca existente, verifique a embalagem e consulte o fornecedor.
Se estiver importando produtos para sua própria marca, determine quantos itens e variações diferentes serão comercializados.
Por exemplo:
1 produto em 1 versão = 1 código
1 produto em 5 cores = 5 códigos
10 produtos diferentes = pelo menos 10 códigos
Planejar isso antes da compra ajuda a evitar códigos desnecessários ou a utilização do mesmo número em itens diferentes.
Veja Como Comprar um Código de Barras para conhecer os principais pontos que devem ser considerados antes da compra.
Onde comprar códigos de barras para produtos importados?
Se seus produtos precisam de novos códigos, é importante escolher o tipo correto de código de acordo com a forma como eles serão comercializados.
Na Barcodes Brasil, você pode adquirir códigos EAN-13 para identificação de produtos, com entrega digital.
Antes da compra, recomendamos verificar os requisitos específicos dos varejistas ou marketplaces onde pretende vender, especialmente quando uma plataforma exige cadastro específico de GTIN ou comprovação relacionada à marca.
Acesse Onde Comprar Código de Barras para Produtos no Brasil? para saber mais sobre o processo.
Conclusão
Importar um produto para o Brasil não significa automaticamente que você precisa substituir o código de barras existente.
Se o produto já possui um GTIN válido atribuído pelo proprietário da marca e você está revendendo o mesmo item, o código de origem pode ser utilizado.
A necessidade de uma nova identificação surge principalmente quando você cria um novo item comercial, trabalha com marca própria, recebe produtos sem código ou comercializa novas variações e apresentações.
Antes de comprar códigos adicionais, identifique exatamente quem é o proprietário da marca, quais produtos já possuem GTIN e quantos itens diferentes você pretende vender.
Assim, você evita códigos desnecessários e mantém uma identificação mais organizada dos seus produtos.
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